InícioConsciênciaO Poder da Tristeza - Um fascinante olhar para os bastidores

O Poder da Tristeza – Um fascinante olhar para os bastidores

Não se identifique com a tristeza. Você deve observar o momento de tristeza, sem reagir pois, ela tem sua própria beleza.

Observar significa olhar de fora, ou seja, sem gerar nenhum tipo de sentimento.

Se estiver triste, vivenciando um momento de tristeza, observe e mova-se para as profundezas. Permita-se ir longe e verás a força que existe dentro de você.

Qual a profundidade da tristeza?

Você nunca é tão profundo como em um momento que está triste. A tristeza tem uma profundidade imensa. Por exemplo, a alegria é como ondas no oceano, São superficiais, vem e vão. A tristeza é a profundeza do oceano e há nela muitos tesouros, grande beleza e aprendizado.

Mova-se para as profundezas, observe-as. A felicidade é como a luz, a tristeza é como a escuridão. A luz vem e se vai, a escuridão permanece – é eterna.

A luz surge algumas vezes, a escuridão está sempre presente.

Se você penetrar na tristeza, sentirá todas essas coisas. De repente, vai perceber que a tristeza existe como um objeto, você está observando e testemunhando e, repentinamente, começa a se sentir feliz. Uma tristeza tão linda! – uma flor da escuridão, uma eterna flor de profundidade.

Como um abismo que não tem fundo, tão silencioso, tão musical – não há o menor ruído, a menor perturbação. Podemos ir caindo e caindo nele, infinitamente, e podemos sair dele totalmente rejuvenescido. É um repouso.

Depende da atitude. Quando você fica triste, você acredita que algo ruim lhe aconteceu. Isso é uma interpretação que você faz de algo ruim que lhe aconteceu, e então você começa a tentar fugir disso de fato; você nunca medita sobre isso.

Então você quer encontrar alguém, quer a uma festa, ao clube, ligar a TV ou o rádio, ou começa a ler o jornal – algo para que possa esquecer.

Trata- se de uma atitude errada que foi dada a você – de que a tristeza é errada. Nada há de errada nela. É outra polaridade da vida.

Dois polos: alegria e tristeza.

A alegria é um polo, a tristeza outro. A felicidade é um polo, a miséria, outro. Uma vida apenas de felicidade terá uma dimensão lateral, mas não terá uma profundidade. Uma vida apenas de tristeza terá profundidade, mas não terá amplidão.

A vida que contem ambas, tristeza e felicidade é multidimensional; move-se em todas as direções simultaneamente. Observe a estátua de Buda, ou algumas vezes olhe dentro dos meus olhos e você.

Encontrara ambas juntas – uma beatitude, uma paz, e uma tristeza também. Você encontrará uma felicidade que contem tristeza dentro de si, porque essa tristeza lhe dá oportunidade. Observe a estátua de Buda – feliz, mas ainda assim triste. A própria palavra triste lhe traz uma conotação errada. Trata-se de interpretação sua.

Para mim, a vida em sua totalidade é boa. E quando você compreende a vida em sua totalidade, só então você pode celebrar, do contrário não. Celebração não está condicionada a determinadas coisas: “Quando eu estiver feliz, então eu celebrarei”, ou “Quando eu estiver infeliz, eu não celebrarei”.

O caminho do meio é a celebração

A celebração é incondicional; eu celebro a vida. Ela traz infelicidade – ótimo, eu a celebro. Ela traz felicidade – ótimo, eu a celebro. A celebração é minha atitude, não condicionada àquilo que a vida traz.

Mas um problema surge, porque sempre que eu uso palavras, essas palavras têm conotações em sua mente.

Quando eu digo “celebre”, você pensa que é preciso estar feliz. Como se pode celebrar quando se está triste? Eu não estou dizendo que é preciso estar feliz para celebrar. Celebração é gratidão por tudo que a vida lhe dá, o quer que Deus lhe dê.

Essa é uma atitude que não está condicionada a situação. A situação não é relevante.

Celebre, seja qual for a situação. Se você está triste, então celebre por estar triste. Tente isso. Apenas faça uma tentativa e você ficará surpreso – acontece.

Busque transformar o momento de tristeza em energia, e use essa energia.

Trecho do livro Vida, Amor e RISO, de Osho.

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